16 de abr de 2013

Cargo, um curta absurdamente legal

Achei aqui
Tá, eu confesso: sou o tipo de nerd que ama quadrinhos. Principalmente os de zumbis. E eu sei que é a menos provável forma de fim de mundo possível, mas eu realmente acredito que vai haver um apocalipse zumbi. Um dia, vocês vão ver, ehe.
Então imagine qual foi a minha reação ao ficar sabendo que tinham feito um curta-metragem sobre nossos queridos futuros-acabadores-de-mundo? Pois é, fiquei retardadamente animada. E não me decepcionei! O curta é muito, muito legal. Mesmo que você não seja fã de zumbis.

Cena do curta. Sinistro, é. | achei aqui 

Cargo se passa numa época de apocalipse zumbi, em que, num acidente de carro, um cara acaba sendo mordido pela própria mulher (que já tinha virado zumbi) e tem três horas até virar um morto-vivo. Só tem um problema: sua filhinha bebê. No banco de trás. Como ela iria se salvar? Assim, ele bola um plano para salvar a filha e mantê-la a salvo antes que seja tarde.

Sei que minha descrição foi bem clichê, mas a história é bem isso. Fiquei feliz do próprio curta não ser clichê e fugir um pouco daquele tema '' VAMOS MATAR OS ZUMBIS! '' ou '' Oh meu Deus ele comeu o cérebro dela!'' e partir pro total inesperado. Na verdade, não tem nenhuma cena sangrenta com mil zumbis sendo mortos nem nada. Como um curta, a história é bem direta. Amei o final (quase, quase chorei) e queria que tivesse uma continuação. .-.

Ficou curioso? Assiste por aqui mesmo, bebê. (:


E aí, quem já tinha visto/ ouvido falar? E quem viu agora, gostaram? Bom, é isso queridos. Até outro dia.
xo,
Becky

14 de abr de 2013

Sobre minha ligação especial com personagens de livros

Primeiramente, eu queria pedir desculpas por sumir de vez não só do blog, mas das redes sociais também. Teve muita gente que ficou preocupada comigo. Vou contar uma pequena história pra ver se vocês me desculpam.

Sabe a Hazel, de A Culpa é Das Estrelas? Que aliás, é meu livro favorito de todos os tempos? Bom, assim que eu o li, quis ser igual à Hazel. Quis mesmo, nem que eu tivesse que ter câncer pulmonar pra isso.  Hazel é tão inteligente e independente que me dá uma inveja (branca, porém) mortal. Outra coisa é que ela vive nostálgica e melancólica, coisa que eu realmente amo no jeito dela de ser. Ela consegue ser adoravelmente depressiva.

Se tem algo que eu achava muito curioso é que, sendo uma paciente terminal, ela se desligou de todos e começou a viver apenas o seu mundo. Lendo e indo pra o Grupo de Apoio e pra faculdade, o tempo inteiro. Ela mal tinha contato com os colegas da antiga escola, muito menos pela internet. Na verdade, o que eu achei mais curioso é que nas poucas vezes que ela tocou no notebook dela, foram pra fazer pesquisas. O resto do tempo, só passava lendo e ficando com os pais enquanto assistia a reality shows.
Repito, queria ser como a Hazel. Pra pessoas como ela, a internet é algo realmente desimportante, e eu queria que fosse assim pra mim também. Foi aí que eu sumi. Me desculpem, mas pra mim, esse lugar tem muitos lados bons, que me fazem muito alegre, mas outros que me deixam realmente triste.  Eu só escolhi me afastar.

Ultimamente eu andei me perguntando o porquê da minha existência. Por muitas vezes, esse blog foi uma motivação. Aqui tem muita gente que me adora e que pede pra que eu continue postando, e é assim que eu fiz por um tempo, por mais que as postagens fossem feitas a cada duas semanas ou até mais. Mas aí vieram a droga dos problemas pessoais e acabaram com tudo: vontade de postar, ideias, inspiração, tudo. Eu chegava no Blogger, às vezes com três ideias na cabeça, mas minhas mãos não se mexiam. Eu juro que tentei, mas não consegui.

Então mais uma vez eu me pergunto: qual o propósito da minha vida? Eu sei que pode parecer bobo, mas pra mim, apenas seguir uma rotina não é viver. Eu realmente já estou farta disso. Todos os meus objetivos já eram, ou eu desisti deles ou consegui colocar um basta. Cheguei a tentar viver só de estudar, nem que fosse não só da escola,mas não deu lá muito certo. Eu sei que os adultos dizem que, enquanto jovens, nossa obrigação na vida é apenas estudar. Se minha vida fosse baseada apenas nos estudos, acho que eu preferiria me suicidar. Além do mais, pra mim, não dá pra viver em torno de uma obrigação. Então eu parei de me concentrar tanto nisso.

Então cheguei à conclusão que já devia ter chegado há tempos: estou vivendo a favor dos meus sonhos. Eu sonho em ir pra Paris. Em estudar moda. Em me formar em um monte de línguas. Em fazer um monte de cursos. Em me tornar definitivamente independente. Em um monte de coisas. Eu já consegui realizar alguns dos meus sonhos e por um tempo consegui me contentar com isso, mas todo mundo sabe que o ser humano tem um dom insuportável de não se conter apenas com o que tem. Nós sempre queremos mais, sempre vamos querer ter. Como uma criança que está louca pra andar na montanha-russa, mas quando finalmente entra, só consegue pensar no próximo brinquedo. Sei que não sou a única a pensar assim.
Então é isso. Enquanto não posso fazer o que quero, eu apenas sonho. Sei que minha hora vai chegar. Sei que quando chegar, vou ter ainda mais sonhos. Mas não vejo isso como desvantagem. Vejo, na verdade, como uma motivação.

É assim, meus queridos, que eu anuncio: o blog está de volta. Às vezes a minha não-contentação-constante é insuportável, mas juro que estou melhorando.  Minhas provas acabaram essa semana e mesmo que eu passe um tempo fora lá pelo dia 20 (mais provas, pois é), não vai ser tanto quanto dessa vez. Tudo bem? Espero que sim.  Em breve (juro) faço uma post decente. 
xo,
Becky