18 de mar. de 2014

Ilustração: Phlippa Rice

I found some weird velvety paper in the art shop and I love it.

Oi oi :) Esses dias eu tava fuçando na parte de ilustradores no tumblr (<3) e achei a Philippa Rice (e alguns outros artistas pelos quais tô totalmente apaixonada, mas isso é pra outro post). Em resumo: ela é um amorzinho!

Pr6

A Philippa faz desenhos desenhos com aparência meio infantil e bonitinha. Isso já faz alguns anos, e passa metade do dia no seu estúdio (que aliás também é um amor, e você pode vê-lo aqui), onde reveza entre trabalhos em quadrinhos ou em vários outros estilos. Ela diz que não tem um estilo favorito pra fazer arte, mas gosta de variar, porque assim nunca fica entediada. Os gifs dela fazem bastante sucesso, além das ilustrações de vários livros graphic novel de própria autoria, como Soppy, da foto acima, seu trabalho mais famoso.

 



 We were on Tumblr Radar today! &lt;3 &lt;3 &lt;3

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Você pode ver os trabalhos da Philippa no tumblr ou site oficial. Alguns livros e prints também são vendidos na sua loja, aqui. :)

É isso. Prometo que esse mês não vou mais demorar pra postar, sério. <3

-becky.

p.s.: gente, tô pensando em fazer mais posts falando de ilustrações. Cês aprovam? :)  

5 de mar. de 2014

Humans of New York

(daí vocês ignoram meu sumiço de fevereiro e continuam lendo o post como se nada tivesse acontecido)

ooooww
xx
Já imaginou se um dia você estivesse andando na rua e alguém te parasse dizendo "Ei, posso tirar uma foto sua?". Bom, é assim que Brandon, a pessoa sobre a qual vim falar hoje, faz. Brandon tinha perdido seu emprego, e chegou em Nova Iorque sem muita ideia do que fazer. Até que teve a ideia de fotografar pessoas aleatórias da cidade, e colocar essas fotos num blog. Foi assim que surgiu o Humans of New York, em 2010. Algumas pessoas que ele fotografa têm histórias incríveis pra contar, outras falam pouco (mas ao mesmo tempo falam muito). Outras são só histórias que me fizeram rir. Aqui algumas das minhas preferidas:

"É preciso um bando de pílulas pra me fazer funcionar"
"Eu não sou um cara emocional. As pessoas dizem que tenho um bom coração, mas eles estão errados. Eu tenho princípios. O coração é algo instável. Não tem como eu amar todo mundo. Então eu nem mesmo vou tentar. Mas posso respeitar a todos, amando-os ou não. E é isso que tento fazer". 

"Estou fazendo um projeto fotográfico sobre mulheres que usam seu hijab de formas criativas. Acho que desafios e restrições nos fazem mais criativos".
 Perguntei se podia tirar uma foto, e ela fez uma pose. Então eu disse 'Ok, agora uma normal'. E ela fez outra pose“.

 "Eu perguntei o que ele queria ser quando crescer. Ele respondeu: 'Um benny!'
Perguntei: 'O que é um benny?'
'É o nome dele' disse sua mãe
"
E por último, minha favorita de todas:

"Você se importa se eu tirar uma foto sua? Eu tenho um site chamado..."
"Não tô nem aí!"

O Humans of New York se tornou muito famoso nos últimos quatro anos, e além do site oficial, você também pode ver o trabalho incrível do Brandon na página do Facebook do site e no livro Humans of New York, que eu tô louca pra comprar.   

-becky.

12 de fev. de 2014

Exilada por nascença


xx
Ah, qual é. Você sabe. Se você me conhece, sabe. Eu sou estranha. Bastante. 

Desde pequena eu sabia. Eu sempre me senti assim, exilada, de alguma forma. E nos últimos meses, tudo o que eu conseguia pensar é: aqui não é o meu lugar. E não é, de fato. Onde já se viu uma garota de (ex) cabelo azul (e futuro cabelo verde-água) e gosto pra música/moda numa cidade onde todo mundo se comporta da mesma forma? 

Mas voltando, desde pequena eu sabia. Mas aí eu descobri os livros, que me permitiam fugir da realidade, e ganhei novos amigos da minha vida. Não, sério.Isso vai parecer bem forever alone, mas autores e seus personagens realmente viram meus amigos (só quando eu gosto do livro, é claro), porque comigo lendo, eles revelam não só sobre si mesmos, quanto sobre mim mesma. Quem nunca se encontrou numa personagem de livro? Então querendo ou não, livros fazem uma grande parte da minha vida. 

Esses dias eu anunciei por aí que finalmente, finalmente, achei um pacote de intercâmbio do jeitinho que queria. Gente, fiquei tão feliz. Saí gritando pra todo lado EU VOU PRA FRANÇA EU VOU PRA FRANÇA EU VOU PRA FRANÇA e coisa e tal. Claro que não foi assim tão fácil pra os meus pais, mas isso não vem ao caso. O fato é que, na minha cabeça, a França é o lugar onde eu vou finalmente....pertencer., sabe? E, se esse for o caso, não vou mais me sentir exilada. 

Mas esses dias eu descobri, com a ajuda de - adivinha - um livro que estou lendo, que se sentir exilada não é só estar fora do seu lugar de origem. É mais um estado de espírito. Algo mais de dentro pra fora que de fora pra dentro. Você é de onde quiser ser, e se sentir exilada não tem nada a ver com onde você se encontra. É  com você mesmo (a) e como você se relaciona com as pessoas e, bem, com a vida, né. 

Brasil não é assim tão ruim, afinal. Onde mais eu iria comer coxinha?